Jovem se torna herói após levar 5 tiros enquanto protegia 20 alunos na Flórida

O jovem Anthony Borges, de 15 anos, uma das vítimas do massacre numa escola de Parkland, na Flórida, na semana passada, levou 5 tiros e ainda terá de fazer novas cirurgias, mas está se recuperando, informou o xerife do condado de Broward, Scott Israel, que visitou o garoto no hospital neste fomingo (18).

Uma foto divulgada pelo xerife mostra o jovem com rosto abatido em seu leito. "Tem um longo caminho pela frente", disse o policial.

Um amigo de Anthony, Carlos Rodriguez, contou ao programa "Good Morning America", da rede ABC, que Anthony foi alvejado ao proteger seus colegas durante o ataque.

"Nenhum de nós sabia o que fazer. Então ele tomou a iniciativa para salvar seus colegas de classe", contou.

Segundo o amigo, Anthony foi o último de 20 alunos que fugiram para uma sala e tentaram trancar a porta. Ele ficou na entrada, colocando seu corpo entre as balas e seus colegas de classe.

O pai de Anthony, Royer Borges, se emocionou ao lembrar que o filho ligou para ele logo após o ataque. ""Ele ligou e disse: 'Papai, alguém atirou nas minhas costas e também na minha perna'".

"Ele é meu herói", acrescentou Borges.

Controle de armas

Os jovens, especialmente os alunos da escola de ensino médio onde o atirador Nikolas Cruz praticou o ataque da última quarta-feira, assumiram protagonismo para reivindicar um maior controle de armas nos Estados Unidos.

No sábado, os alunos da Marjory Stoneman Douglas pediram "mudança" durante uma manifestação em Fort Lauderdale, a cerca de 40 quilômetros de Parkland.

As vozes com pedidos de ação se multiplicaram a partir da quarta-feira, o dia em que Nikolas Cruz, de 19 anos, entrou nas dependências da Marjory Stoneman Douglas com um fuzil semiautomático e matou 17 pessoas.

"Estamos perdendo nossas vidas enquanto os adultos estão brincando por aí", disse a também estudante Cameron Kasky à emissora de notícias "CNN".

Já David Hogg, de 17 anos e editor do jornal da escola onde ocorreu o massacre, disse à mesma emissora que é necessária "uma ação permanente" para salvar "a vida de milhares de jovens".

Durante o ataque, Hogg se escondeu no armário de uma sala junto com outros colegas e, em meio à escuridão, começou a entrevistá-los com a câmera de seu telefone para deixar os congressistas a par da "necessidade de reformas" para evitar outro episódio similar.

A escola Marjory Stoneman Douglas, que permanece fechada desde o massacre, abrirá suas portas na próxima quinta-feira e permitirá que o corpo docente e administrativo volte às instalações "para o fim da semana", informou o distrito escolar do condado de Broward.

O presidente Donald Trump, que passou o fim de semana em seu clube privado em Mar-a-Lago, 60 quilômetros ao norte de Parkland, ficou distante dos campos de golfe, algo que não é comum durante suas estadias no sul da Flórida.

Segundo o jornal "Washington Post", fontes próximas do líder afirmaram que essa atitude foi uma forma de guardar "respeito" às 17 vítimas do massacre.

Na sexta-feira, Trump visitou os feridos no ataque em um hospital local e, no sábado, escreveu no Twitter que seus rivais democratas não quiseram aprovar uma legislação para aumentar o controle de armas durante o governo de Barack Obama.

O presidente também criticou o FBI, a polícia federal investigativa do país, por não ter notado "os muitos sinais enviados pelo autor do massacre na escola da Flórida", pois seus agentes estão muito ocupados "tentando provar que houve uma conspiração russa" em sua campanha durante as eleições.

Na sexta-feira, o FBI reconheceu que cometeu um erro ao não ter seguido os protocolos oportunos quando foi alertado em 5 de janeiro sobre o comportamento agressivo de Nikolas Cruz, o que levou o governador da Flórida, Rick Scott, a pedir a saída do diretor desse corpo policial, Christopher Wray.

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